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A Poesia

Vinhos artesanais, naturais, orgânicos e biodinâmicos. Conhecidos também como vinhos de garagem ou vinhos livres, são produzidos por pequenas vinícolas comprometidas com a naturalidade de seus vinhos, em expressar o terroir, que é o resultado do tipo de solo, amplitude climática e insolação vividos pelo vinhedo desde a poda até a vindima, sendo produzidos com mínima ou nenhuma intervenção, com vinificação manual e, muitas vezes com fermentação baseada nas leveduras indígenas, aquelas produzidas pelo próprio vinhedo.

O maior ícone mundial desta categoria

é o francês Romanée Conti.

A Indústria

Vinícolas que produzem em larga escala, algumas, chegando 30 ou 40 milhões

de litros/ano. São vinhos mais facilmente encontrados em supermercados, bares

e restaurantes. São representados pelas marcas mais populares e, em sua maioria, bastante "trabalhados" em laboratório

e vendidos muito cedo, em se tratando de tintos. Ainda saídos da grande indústria, é possível encontrar produtos de boa  qualidade e propriedades organolépticas. Estes últimos, geralmente liberados ao comércio com um correto tempo de maturação e envase.

 

Somos modestos apreciadores de bons vinhos. É possível que você seja melhor entendedor que nós, mas acreditamos que sempre haja espaço para ampliar a educação enófila e compartilhá-la com amigos.

E quando mencionamos o termo educação, olhamos para o consumidor europeu. Ele toma o vinho de sua região e, muitas vezes, conhece os vinicultores. Seus restaurantes servem o bom vinho da casa com orgulho e o garçom apenas pergunta: "bianco o tinto"? Como bebem vinho em quase todas as refeições, cultivam o saudável hábito de beber aquilo que já conhecem.

Claro que também pedem a carta de vinhos, mas quase que exclusivamente em jantares especiais de negócios e comemorações.

​"...temos que acabar com aquela aura de esnobismo em torno do vinho..." Talise Valduga Zanini em Il Vino Immigrante - Vinhos de Chinelos, filme de Paula Prandini. 

Assista ao filme completo. Link em nosso blog.

É isso que procuramos praticar e queremos dividir essa experiência com você e pequenos produtores locais.

 

Assim não perderemos tempo com experiências em vinícolas grandes e já conhecidas por todos. Elas produzem vinhos bons comerciais com uvas próprias e adquiridas de vários produtores. Possuem rede de distribuição nacional e, algumas, até exportam.

De outro lado, temos os pequenos vitivinicultores que plantam e cultivam seus próprios vinhedos e transformam em vinho seus melhores sonhos.

É destes pequenos produtores que surgem os vinhos mais raros, de produção artesanal, alguns com características de naturalidade ou orgânica.

​"...e essa é a diferença entre um produtor que considera o vinho como um produto da terra e outro que considera-o como um produto de consumo e vira uma linha de montagem..." Rinaldo Dal Pizzol em Il Vino Immigrante - Vinho de Chinelos, filme de Paula Prandini.

A produção do vinho natural só é possível em pequenas propriedades, pois é dispensado o uso de agro-defensivos no vinhedo. O uso de sulfitos é extremamente moderado, apenas complementando a taxa de sulfitos naturais presente nas uvas, o que é possível com a vindima no ponto exato de maturação, aquele onde a polpa da fruta está madura, sua casca e sementes também.

Ainda mais raros, os vinhos orgânicos não recebem adição de sulfitos durante a vinificação e sua fermentação inicia a partir das leveduras indígenas, aquelas presentes nas cascas das uvas.

Já os biodinâmicos provém de uma cultura totalmente diferenciada, realizada de modo ancestral, que considera a terra um organismo vivo, inclui a presença de animais no vinhedo, o plantio de acordo com o calendário lunar e outros aspectos inter-relacionados.

​"O vinho é um símbolo da civilização Ocidental há milhares de anos. Mas nunca, até hoje, a luta pela sua alma foi tão desesperada. E nunca houve tanto dinheiro, e orgulho, em jogo.
No entanto, as lutas não são entre quem mais se esperava: produtores regionais contra multinacionais, ou produtores locais contra os poderosos capitães da indústria.
."

 

RTP/PT em sinopse do filme Mondovino, de Jonathan Nossiter.